Unimed VSF encerra primeira turma do projeto Mamãe Consciente

A Unimed Vale do São Francisco realizou na noite dessa última quarta-feira (20), o encerramento do curso Mamãe Consciente, que ofereceu aulas teóricas, práticas e terapia emocional durante três meses para usuárias gestantes.
Segundo a coordenadora do programa e gerente de RH da Unimed VSF, Jucélia Almeida, o curso superou as expectativas. “Começamos com apenas 10 gestantes e hoje finalizamos com 20, além dos pais acompanhantes. Foi muito gratificante e emocionante acompanhar um pouco da vida dessas mulheres numa fase tão importante de suas vidas”, afirmou.
Uma das participantes, de 19 anos, grávida de primeira viagem e de gêmeas, Enidiane Passos afirma ter aprendido muito com o curso. “Os médicos e palestrantes foram bastante receptivos e trouxeram informações importantes que me ajudaram muito no decorrer da minha gravidez. Estou muito satisfeita”.

Para Sandreane Araújo, que já é mãe de uma menina de 13 anos e está com 5 meses de gestação, o curso foi necessário para atualizar os conhecimentos que ela já possuía. “Aprendi sobre novas técnicas e procedimentos e agora me sinto mais segura e tranquila para lidar com o dia-a-dia. Além disso, a equipe está de parabéns pela atenção e o apoio que nos foi dado, pela escolha de temas sempre diferentes e pela estrutura”, ressaltou.
Durante os três meses do curso, foram realizadas 6 aulas de 2h cada, sempre com profissionais de saúde e temas diferentes. A segunda turma deverá começar em breve, com novidades. “Teremos mais e novas temáticas sendo abordadas, além de uma quantidade maior de vagas para suprir a demanda das gestantes da Unimed VSF. Quem já participou do curso, mas ainda não teve o bebê, poderá continuar participando”, anunciou Jucélia. Outra novidade é que até abril, o projeto deverá ser estendido também para a comunidade petrolinense, sem custos para as participantes.
“Será uma semana de palestras nos mesmo moldes das que acontecem na sede da cooperativa médica. O bairro e o local do curso ainda estão sendo definidos. Posteriormente, realizaremos uma turma também em Juazeiro”, afirmou a coordenadora do Mamãe Consciente e Gerente de RH da Unimed.
Última aula 
Na mesma ocasião, foi realizada também uma aula sobre amamentação, ministrada pela enfermeira Luciana Machado. Em sua palestra, a profissional frisou que o aleitamento materno é essencial para firmar uma relação de amor com a criança e que nesse relacionamento não deve haver regras. “Como amamentar, durante quanto tempo, em que posição; nada disso deve ser imposto por médicos ou enfermeiros. Mãe e filho devem encontrar sua maneira própria de se relacionar”.
Sobre os cuidados com a mama durante a gestação, a enfermeira ressaltou que não há necessidade de passar álcool, lenços umedecidos, cremes hidratantes ou esfregar a região pois a pele se prepara naturalmente para amamentar. “A aréola fica maior, mais espessa e escura justamente para não sofrer rachaduras durante o aleitamento. Esses atos só afinam ainda mais a pele”, explicou Luciana. O ideal, de acordo com a enfermeira, é tomar banhos diários de sol com duração de 10 a 15 minutos, que ajudam a prevenir rachaduras.
A limpeza dos mamilos é ainda mais simples: Banho diário, sem esfregar com buchas ou toalhas; trocar frequentemente o sutiã e manter as mãos limpas ao amamentar. Quem tem mamilos invertidos deve secá-los com cotonetes e aqueles que são levemente pra dentro devem ser exteriorizados e enxugados com toalha. Porém, não há necessidade de lavá-los antes de amamentar. Para exteriorizar a mama, coloque um dedo de cada lado do mamilo sobre a pele da aréola e pressione a mesma para trás e para fora, sem dor. Repita algumas vezes. Outro exercício é movimentar o mamilo para os lados, três vezes ao dia.
Amamentação - A enfermeira Luciana Machado ressaltou que não há leite fraco. “O que acontece é que a composição do muda no decorrer da mamada. No início tem mais água, para saciar a sede da criança. No final, tem mais gordura – que alimenta e nutre. Por isso, é importante sempre iniciar a amamentação pelo último seio que foi dado a criança, para mantê-la saciada e saudável”. Além disso, o recém-nascido deve abocanhar o seio, não apenas o mamilo, para não haver fissuras ou ferimentos.
Luciana Machado disse ainda que não há duração certa na amamentação. “Quem define é a criança. Porém, nas primeiras 3 semanas, é interessante alimentá-la de 8 a 12 vezes por dia, sem ultrapassar 4h entre cada mamada, sempre em locais calmos”, enfatizou. O aleitamento deve ser iniciado nas primeiras 48h de vida do bebê, para que ele receba o colostro – um leite amarelado, translúcido e em pouca quantidade, que possui mais anticorpos e células brancas que o leite maduro.
“É ele que realiza a primeira imunização do latente, protegendo-o de bactérias e vírus”, afirma a enfermeira. Este colostro se mistura ao leite até próximo do décimo dia, quando desaparece totalmente. “Quanto mais a mulher amamenta, mais leite terá”, disse a enfermeira.
Caso não seja possível amamentar nos primeiros dias, guarde o leite em recipientes de vidro esterilizados e procure o Banco de apoio e Incentivo ao Aleitamento Materno - Biama, para que ele faça a pasteurização e congelamento do material, fazendo-o durar por mais tempo. “O aleitamento materno é importante, pois o bebê mantém-se mais saudável e cresce emocionalmente mais desenvolvido, mas infelizmente há casos em que não é possível. O Biama pode ajudar bastante nestes casos”, ressaltou.